sexta-feira, 11 de abril de 2008

O QUE É A CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL ?


É uma Construção que procura responder às necessidades actuais minorando os impactos ambientais.
Suponha então que um dono de obra lhe dizia:....
Snr. Projectista queria que me projectasse um edifício sustentavél !
O que fazia?
VIDA DAS CONSTRUÇÕES
As fases da vida de uma construção:
- Projecto..............2 meses;
- Construção...........2 anos;
- Vida Útil...............50 anos;
- Demolição.............6 meses.
1º OBJECTIVO:
Aumentar o ciclo de vida das construções
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais;
- Diminuição dos impactes na natureza.
Como Aumentar o Ciclo de Vida de 50 para 100 anos?
- Projecto..............Projecto com Durabilidade;
- Construção...........Construção com Qualidade;
- Vida Útil...............Sistema de Gestão da Manutenção;
- Demolição.
A INTERACÇÃO COM AMBIENTE
- Projecto..............Prescrição de Materiais Naturais
- Construção...........Utilização de Materiais Naturais
- Vida Útil...............Energia, Água, Resíduos
- Demolição............Depósito
2º OBJECTIVO:
Reduzir os Materiais Novos nas Novas Construções
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais naturais;
- Diminuição dos impactes na natureza;
3º OBJECTIVO:
Reduzir os gastos de energia de habitabilidade.
Resultados:
- Diminuição dos gastos de combustíveis;
- Diminuição dos impactes na natureza.
4º OBJECTIVO:
Reduzir os gastos de água de habitabilidade.
Resultados:
- Diminuição dos gastos de combustíveis;
- Diminuição dos impactes na natureza.
Aproveitamento da Águas das Chuvas
5º OBJECTIVO:
Reduzir os consumos associados aos produtos industriais.
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais;
- Diminuição dos impactes na natureza.
6º OBJECTIVO:
Recuperar os impactes na natureza.
Resultados:
- Diminuição dos impactes na natureza.

Envio para pedreiras desactivas
CONCLUSÕES
Projectar com sustentabilidade é integrar no projecto um conjunto de aspectos relativos:
1. Durabilidade;
2. Utilização de Materiais Reutilizáveis em vez de Naturais;
3. Economia de Energia, Água e Materiais;
4. Prevêr a Reciclagem no fim da vida.

SANYO - Exemplo

O SANYO ELECTRIC GROUP procurou mostrar ao mundo a importância de uma energia limpa através do arco solar. As receitas revertem directamente para a Fundação SANYO Eco-pension criada em Abril de 2002. Esta fundação tem como principal objectivo financiar actividades que visem preservar o ambiente. Com o Laboratório Solar a SANYO irá trabalhar no sentido de consciencializar dos problemas do ambiente e das questões ligadas à energia solar através do desenvolvimento de várias actividades.Toda a estrutura tem uma altura de 31.6 metros e um comprimento de 315 metros com um peso de 3.000 toneladas. O número de baterias solares nele instalados ronda as 5.046 unidades e gera o máximo de 630 kW de energia. Os números de energia gerada por ano são de 530.000 kW, o que equivale uma poupança de 128.610 litros de petróleo por ano.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CASA DO CAMPO - Concepção e Desenvolvimento


Principios da Concepção:

Orientação solar cuidada, em termos térmicos.
Utilização de elemento arquitectónicos bioclimáticos enquadrados na região.
Reutilização dos resíduos.
Colectores solares para aquecimento das águas.
Painéis foto voltaicos, para iluminação exterior e de segurança.
Circuito continuo da água quente.
Aproveitamento da água pluvial para rega.
Torneiras de fluxo reduzido.
Autoclismos com dupla descarga.
Madeiras, pedras e cerâmicos de origem certificada.
Materiais ecológicos, como tintas e vernizes e de revestimento.
Paredes em tijolo de argila térmica.
Isolamento térmico pelo exterior com capoto.
Caixilharia isolante com vidro térmico.
Paredes interiores com elementos de dilatação e de corte acústico.
Eficiente Isolamento térmico da laje de cobertura.
Janelas basculantes, para ventilação natural.
Sistema de ventilação natural com princípios geotérmicos.
Protecção de incidência solar nas janelas.
Lareira com recuperador e aproveitamento do ar quente.
Circuito para Aquecimento de baixo consumo.
Alarme e sistema de domótica de segurança e conforto.
Iluminação através de lâmpadas economizadoras.
Electrodomésticos de Classe A.
Ecoponto para resíduos domésticos.


Objectivos:

Enquadrar perfeitamente a habitação no ambiente BIO, em que está localizada.
Reduzir ao máximo os consumos de água e de electricidade.
Conseguir a temperatura interior, entre os 20º e os 27º, sem recurso a meios auxiliares.
Permitir gestão do conforto e segurança da habitação á distância.


CASA DO CAMPO - Chavião - Castanheira - Paredes de Coura



Paisagem Protegida de Corno do Bico



A área de Paisagem Protegida do Corno do Bico é um pequeno santuário natural, situado no limite administrativo sudoeste do concelho de Paredes de Coura, ondeconfronta com Arcos de Valdevez e Ponte de Lima.


A área de paisagem protegida, integrada na Rede Natura 2000, engloba cinco freguesias- Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões -, perfazendo 2175 hectares, dos quais cerca de um quarto são matas formadas por carvalho-alvarinho (Quercus robur) e umagrande variedade de espécies de arbustos.Toda a área envolvente é essencialmente montanhosa, oferecendo uma paisagemdeslumbrante, na qual sobressaem os picos dos montes mais elevados como: Sra. da Pena (735m), Alto do Castro (751m), Riomau (802m), Alto do Cabeço (831m) e do Corno do Bico (833m). No topo destes montes podem ser vistos enormes blocosde granito, de forma arredondada, isolados ou em formações "caóticas" de granito, uma caraterística dos distintiva dos montes da região.

Localização da primeira construção da BIOCASA






video


A primeira construção da BIOCASA, vai nascer neste local.

Denominado lugar do Campo, freguesia de Castanheira,


a escassos 3 Km de Paredes de Coura e de Cono do Bico, paisagem protegida.











sábado, 5 de abril de 2008

BIOCASA

Surge sedeada em GULPILHARES, Vila Nova de Gaia, sendo a sua denominação completa, BIOCASA, Promoção Imobiliária, Lda.

É criada por António Maia e Elisabete Maia, cujas experiências no sector da construção ultrapassam já os 20 anos, com valências na área de Engenharia e Gestão.

A BIOCASA, pretende promover produtos com elevados padrões de exigência e qualidade, assentes em pricipios de Arquitectura Bioclimática e técnicas de construção Sustentável.

Após uma fase de análise de mercado, a BIOCASA tem por objectivo tornar-se um dos principais intervenientes do mercado do imobiliário de segunda habitação no Alto Minho, essencialmente na área de habitação unifamiliar de qualidade.
Pretende conquistar o sucesso empresarial através da excelente relação qualidade/preço, bem como o acompanhamento personalizado que procura prestar desde o primeiro momento aos seus clientes.

A BIOCASA orientam-se no sentido de constituir uma empresa de referência no seu sector de actividade, competitiva, com colaboradores motivados e apresentando no mercado produtos e serviços com elevados padrões de Qualidade e SEMPRE amigos do ambiente.

Investimento Socialmente Responsável

Ao participar na realização de edifícios com um excelente desempenho energético-ambiental, está-se a preencher uma função de responsabilidade social perante a comunidade de hoje e as gerações de amanhã.
Ao participar na realização de edifícios com um excelente desempenho energético-ambiental, independentemente do respectivo papel que se desempenha no processo (promotor, projectista, investidor, empreiteiro geral, utilizador final…), está-se a preencher uma função de responsabilidade social perante a comunidade.
A mudança de posicionamento proposta à banca pelo Engenheiro Carlos Pimenta, já no início dos anos 90, é da sua co-responsabilização pelos impactos ambientais dos projectos que financia ainda não se instituiu, apesar das pressões exercidas neste sentido também pelas organizações não governamentais. Enquanto as seguradoras assumem os custos relacionados com os desastres ambientais e as respectivas causas não são diagnosticadas e integradas no processo de concessão de crédito numa óptica da prevenção, continuam a ser concedidos créditos a projectos que não só não contribuem para aumentar a qualidade de vida das comunidades como provavelmente a reduzem.
Um investimento socialmente responsável promove a sustentabilidade do planeta.
Todo o dinheiro que investimos deve trabalhar no sentido de melhorar as práticas vigentes e de contribuir para o bom funcionamento da nossa sociedade e para o bom equilíbrio do nosso planeta.
Quando temos dinheiro disponível para investir (resultado de esforços e poupanças de muitos anos) no que não precisamos para a nossa sobrevivência e para as despesas quotidianas aprendemos que é rentável investi-lo – se o confiarmos ao nosso gestor de conta no banco ou a outros profissionais da área financeira.
A consciencialização das pessoas quanto às disfunções ambientais do planeta, que resultam directamente das actividades humanas, dá relevância à dimensão da responsabilidade social associada aos nossos investimentos (pois a decisão de ‘onde’ é que o nosso dinheiro é investido permanece nossa!). Neste sentido, importa, em primeiro lugar, escolher onde é, efectivamente, relevante investir, porque existem diversos fundos “verdes”, nos quais o retorno do nosso investimento nem é inferior a outros, convencionais, mas através dos quais estaremos a contribuir para melhorar o desempenho do planeta.
O Professor Klas Tham refere que quando um empreendimento consegue superar (mesmo que em pouco) as expectativas que os seus utilizadores têm em termos da sua qualidade (linha crítica), esse empreendimento será bem tratado pelas pessoas que o utilizam, porque se identificam com ele. Quando o empreendimento não consegue alcançar o nível de qualidade (mesmo que por pouco) que os utilizadores esperam, então irá sistematicamente degradar-se, porque não se identificando com o mesmo, os seus utilizadores não se sentirão estimulados a mantê-lo. Assim, será necessário ao longo do tempo investir tantas vezes, até se superar o nível de qualidade esperado.
A razão pela qual nem sempre o custo do ciclo de vida é contemplado de forma integrada pelo promotor imobiliário é porque os custos de requalificação, manutenção e operação acontecem depois de terem sido alienadas todas as fracções autónomas. Se o promotor imobiliário optar por ser solidário com o ciclo de vida do empreendimento, poderá, sem quase agravar os seus custos de construção, criar contextos que se valorizam e que contribuem para o bom desenvolvimento da comunidade.

Sistemas Energéticos


Os consumos de energia em edifícios e os custos de operação e de manutenção, resultam do correcto dimensionamento e da adequada especificação dos sistemas energéticos, tirando o máximo partido do desempenho passivo do edifício.
Os sistemas energéticos, que se encontram integrados nos edifícios para aumentar o conforto e as funções disponibilizados aos moradores, são a outra componente que determina (positiva ou negativamente) as emissões de CO2 para a atmosfera, a qualidade do ar interior e, por consequência, a saúde dos seus utilizadores. Os consumos de energia em edifícios, bem como os respectivos custos de operação e de manutenção, resultam também do correcto dimensionamento e da especificação dos sistemas energéticos, pelo que se torna relevante a forma como os sistemas tiram o melhor partido do desempenho passivo do edifício no qual se integram. Hoje é possível optimizar o desempenho energético-ambiental dos sistemas energéticos através do seu correcto dimensionamento e da integração dos sistemas disponíveis de gestão de energia.
Enquanto no clima mediterrânico, em edifícios destinados ao uso habitacional (sempre que integrem as medidas da construção sustentável) não se justifica a dependência de sistemas para o arrefecimento, é importante que, para alcançar o grau de conforto desejado, haja a hipótese de os aquecer no Inverno.
Ao observarmos o comportamento de edifícios construídos de forma convencional, mesmo que possuam sistemas de aquecimento, verificamos que se mantêm extremamente desconfortáveis no Inverno, devido ao facto deste tipo de construção ser muito pouco adequada ao clima local.
Em edifícios habitacionais em que estão incorporadas as melhores tecnologias disponíveis da construção sustentável (o isolamento térmico adequado, a inércia térmica e a ventilação natural…), o contributo da frescura necessária para alcançar conforto, nos períodos em que as temperaturas são mais elevadas, surge sem recorrer a sistemas de arrefecimento que dependem do consumo de energias convencionais. Quando um edifício destinado ao uso habitacional necessita de sistemas de arrefecimento, demonstra um sintoma de falha na sua concepção e/ou execução.
SISTEMAS DE AQUECIMENTO CENTRALNum edifício com um excelente desempenho energético-ambiental, esta necessidade é consideravelmente reduzida, existindo muitas habitações em edifícios bioclimáticos que nunca activaram os seus sistemas de aquecimento (mesmo quando pré-instalados), beneficiando, contudo, durante todo o ano de temperaturas confortáveis e estáveis (entre os 20 e os 28ºC).
Os sistemas de aquecimento central devem ser adequadamente dimensionados e correctamente executados – e é sob este ponto de vista que os sistemas precisam de ser concebidos e instalados por entidades com o “know how” e com os meios correctos – tanto as entidades responsáveis pelos projectos como as responsáveis pela execução. Em edifícios reabilitados, destinados ao uso habitacional, poderá haver condicionantes que, por não facilitarem a implementação de algumas medidas passivas, obrigam a um maior consumo de energia. Analisadas individualmente, poderão ser compensadas por outras medidas mais activas sem que fiquem a depender do consumo de energias convencionais.
Um factor que aumenta a eficiência dos sistemas de energia é a sua centralização, à escala de um edifício singular ou de uma zona compacta da cidade. Em edifícios de habitação é muito benéfico, sob a perspectiva energético-ambiental, criar-se um sistema centralizado para o aquecimento das águas quentes sanitárias e para o aquecimento central. A energia necessária para fornecer, a todos os utilizadores no edifício, o serviço de água quente sanitária e de aquecimento central será consideravelmente inferior à necessária quando os sistemas são individuais, por habitação. Outro benefício da centralização dos sistemas energéticos nos edifícios é a possibilidade de se eliminar o gás do interior da habitação, o que contribui consideravelmente para o aumento da qualidade do ar. Sistemas centralizados tornam-se ainda mais atractivos, do ponto de vista energético-ambiental, quando são associados a sistemas solares térmicos e dão prioridade ao contributo das energias renováveis.
Existe a possibilidade de conceder a gestão destes sistemas centralizados a entidades com competência para a sua gestão e manutenção técnica permanente, para não sobrecarregar os gestores temporários de condomínios.
É muito importante para o utilizador, que os consumos do edifício se tornem perceptíveis, podendo utilizar, para tal, diversos meios sobretudo para aqueles consumos que o utilizador final poderá reduzir. Assim, a indicação na factura relativa ao serviço energético da média de consumo e um “display” (em tempo real) dos consumos do edifício podem contribuir para que as práticas dos utilizadores se tornem cada vez melhores.

Brise Soleil - Eficiência térmica de janelas


Certificação Energética

Escrito por Livia Tirone

A Certificação Energética dos edifícios está integrada num sistema nacional obrigatório que resulta da transposição de uma Directiva Europeia. Ao quantificar e tornar visível o desempenho energético-ambiental dos edifícios, o utilizador final tem o poder de escolher a qualidade de vida que pretende.
A Certificação Energética dos edifícios é uma medida promovida pela Comissão Europeia com o objectivo de motivar a mudança de práticas no sector da construção na Europa, aumentando a informação que se encontra ao dispor do utilizador final e assim também o seu poder de escolha.
Com a publicação da directiva 2002/91/CE, a Comissão Europeia mandata os Estados Membros a aplicar o sistema de certificação energética aos seus edifícios. O objectivo desta directiva é a promoção da melhoria do desempenho energético dos edifícios na Comunidade Europeia, tendo em conta as condições climáticas externas e as condições locais, bem como as exigências em matéria de clima interior e de rentabilidade económica. Através da directiva são estabelecidos requisitos em matéria de:
Enquadramento geral para uma metodologia de cálculo do desempenho energético integrado dos edifícios;
Aplicação de requisitos mínimos para o desempenho energético dos novos edifícios;
Aplicação de requisitos mínimos para o desempenho energético dos grandes edifícios existentes sujeitos a importantes obras de renovação;
Certificação energética dos edifícios;
Inspecção regular de caldeiras e instalações de ar condicionado nos edifícios.
Em que casos se aplica a obrigatoriedade do Sistema Nacional de Certificação Energética? A partir de 1 de Julho de 2007, todos os edifícios novos de habitação e as grandes reabilitações (> 25% custo edifício s/terreno), com áreas superiores a 1.000 m2, devem apresentar, no acto dos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação, o documento de certificação energética.
A partir de 1 de Julho de 2008 todos os edifícios novos de habitação e as grandes reabilitações, independentemente da sua área ou finalidade, devem apresentar, no acto dos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação, o documento de certificação energética.
A partir de partir de 1 de Janeiro de 2009 estão abrangidos todos os edifícios pelo Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar.
O certificado energético deve ser apresentado pelo proprietário ao potencial comprador, locatário ou arrendatário, aquando da celebração de contratos de venda e/ou de locação, incluindo o arrendamento.
A Directiva da Certificação Energética foi transposta em Portugal, integrando um conjunto de três diplomas que contemplam alterações legislativas importantes que terão implicações nas práticas comuns de projectar e de construir edifícios:
D.L. n.º 78/2006 – Criação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios;
D.L. n.º 79/2006 – Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização dos Edifícios (RSECE) que se aplica a grandes edifícios de serviços ou a pequenos edifícios de serviços ou de habitação que disponham de sistemas de climatização;
D.L. n.º 80/2006 – Regulamento das Características do Comportamento Térmico de Edifícios (RCCTE) que se aplica a edifícios de habitação ou a pequenos edifícios de serviços sem sistemas de climatização.
Os novos regulamentos que definem o desempenho energético-ambiental dos edifícios, englobando a certificação energética dos mesmos, constituem, para o mercado, uma excelente oportunidade de intervenção no meio edificado, porque englobam, de forma transversal, a melhoria do desempenho energético dos edifícios. A certificação energética é uma medida política extremamente inteligente porque proporciona, para quem tem o poder de escolha, de forma didáctica e transparente, o acesso à informação relevante. É o utilizador final que escolhe onde quer habitar e, por isso, é ele quem tem o poder de direccionar a economia, e quem está mais motivado para o fazer, porque os principais benefícios de todas as medidas que resultam na melhoria do desempenho energético-ambiental dos edifícios revertem a seu favor: o conforto, a salubridade e a redução da factura energética.
Todos os novos edifícios ou grandes reabilitações passam a ser obrigados a possuir um certificado energético onde o edifício ou fracção é classificado em termos de classe de desempenho energético, também designada por etiqueta de eficiência energética, variando entre A+ (alta eficiência) e G (baixa eficiência). Os novos edifícios passam, assim, a ter a obrigatoriedade de se situarem energeticamente nas classes de desempenho mais eficientes. Os certificados posteriores a 2009 passam a ser igualmente obrigatórios para qualquer imóvel ou fracção objecto de transacção, para arrendamento ou venda.
No certificado energético aparece claramente indicado, para além da referida classe de desempenho energético, o nível de emissões de CO2 equivalente, o que permite ao utilizador final comparar este com outros edifícios, aquando da compra ou aluguer de um imóvel, permitindo, desta forma, aferir a qualidade do mesmo no que diz respeito à eficiência energética, emissões e qualidade do ar interior. No mesmo certificado aparece também o elenco das medidas que poderão ser implementadas para melhorar o desempenho energético do edifício, cada qual associada a um custo aproximado de realização.
Em Portugal foi possível reunir as condições para tornar obrigatória a instalação de sistemas solares térmicos em edifícios novos de uso habitacional, com base no facto do investimento necessário ter um período de retorno curto e do país ser extremamente rico em horas de sol – podendo satisfazer em 70% as necessidades de aquecimento das águas quentes domésticas com, em média, 1m2 de área de colector por habitante.
O facto do sistema de certificação energética dos edifícios partir de uma abordagem baseada no desempenho, e não de uma abordagem prescritiva, foi outra decisão estratégica que favoreceu o sucesso e a aceitação desta directiva no meio profissional, porque qualquer arquitecto ou engenheiro encara uma medida prescritiva como limitadora da sua criatividade.
Em Portugal, a Agência para a Energia (ADENE) é a entidade gestora do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.
A ADENE desenvolve e gere o portal informático da certificação, coordenando a formação dos Peritos Qualificados que irão emitir os certificados. Promove campanhas de informação e comunicação e fiscaliza a boa implementação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.

Conforto Térmico

O conforto térmico é uma condição importante para o nosso bem estar e para a nossa saúde.
Quando estamos a trabalhar, mesmo que no nosso SOHO em casa, precisamos de nos sentir confortáveis, porque qualquer desconforto significa distracção que nos interrompe os raciocínios em termos do trabalho.
O desconforto também é um indicador de saúde, porque é o primeiro sintoma que nos alerta para o facto que as condições em que nos encontramos não são adequadas ao que precisamos, e que por isso convém actuar (fechar janela, abrir janela…) para criar condições mais confortáveis.
Os mais puristas entre nós também podem dizer que o conforto não é estimulante e portanto nos torna menos criativos… mas a realidade no nosso país, em que as casas se comportam muito pior do que o clima, é pouco favorável à concentração, e sem termos as condições para dar o nosso melhor ao trabalho que temos em mãos, certamente que não o conseguiremos. Portanto, quanto à produtividade, não há dúvidas que o conforto é uma pré-condição essencial.
Para podermos viver em paz com a nossa família, o conforto também é importante, mas é claro que se chegamos a casa depois de um dia de trabalho frustrante (ou de uma viagem de carro que sabemos que poderia ter demorado 10 minutos mas que demorou 1 hora) essa frustração se sobrepõe até ao fantástico conforto térmico que nos é oferecido em casas bioclimáticas ou sustentáveis…

Uso Eficiente da Água e Águas Recicladas

Aumentar a Qualidade da Procura da Água (Desmaterialização - eficiência no uso): No âmbito da água potável, o estímulo atrás referido com a demonstração do desempenho, funcionará de forma similar (não existindo contadores bi-horários) porque são os dispositivos, os equipamentos e o comportamento individual dos utilizadores que podem ter o maior impacto sobre a eficiência do uso. Dado que as torneiras permitem fechar a água facilmente (torneiras com mono comando), enquanto se lavam os dentes, a água apenas é necessária enquanto se lava a escova e não enquanto se escovam os dentes. Todas as torneiras de lavatórios e bidés e os chuveiros terão incorporados redutores de fluxo da água, sem diminuir o conforto desejado na utilização da água.
Os electrodomésticos a adquirir (seja pelo promotor seja pelo utilizador) deverão ser da classe mais alta possível, do ponto de vista do seu consumo energético (A) e do seu consumo de água.
É importante a implementação de um sistema de contagem das águas potáveis da rede e das águas recicladas, por telemetria, sendo todos os contadores de telemetria colocados no piso de cada fracção que as utiliza (eliminando a tradicional bateria de contadores no piso de entrada) e de um sistema de monitorização contínua, com 'display' dinâmico, em tempo real e didáctico.

Optimizacao da Orientacao Solar

As vantagens da orientação a Sul prendem-se com o facto do ângulo do meio dia solar de Inverno ser consideravelmente inferior (28º) ao ângulo solar do meio dia solar de Verão (75º). Por consequência desta característica sazonal, o sol de Inverno consegue penetrar em profundidade nos espaços com janelas orientadas a Sul, que o sol de Verão não consegue dado o seu ângulo solar íngreme. Desta forma, as janelas de um alçado Sul conseguem proporcionar ao interior do edifício um acréscimo de conforto térmico tanto no Inverno, quando o calor do sol é bem vindo, como no Verão, quando os ganhos solares nem são desejados nem necessários. Esta medida tem um potencial de melhorar em, aproximadamente, 30% o comportamento energético-ambiental dos edifícios com respeito ao conforto térmico e às necessidades energéticas para o alcançar. Trata-se de uma medida que é condicionada pelos instrumentos de planeamento urbano, sendo que estes definem a orientação dos edifícios.