quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Energias Renováveis

http://br.youtube.com/watch?v=i3O-_EA-Gkc

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Solar Project - Franchise Show




Presença da Solar Project na Franchise Show.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Óbidos recebe empreendimento sustentável de 10 milhões de euros


As «Casas dos Arcos» dão nome à urbanização que já está a ser construída em plena vila de Óbidos, prevendo-se que a primeira fase do projecto esteja pronta em Junho de 2009. O investimento de 10 milhões de euros é da Monterg, empresa de construção que integra o grupo Lena, e inclui a construção de 45 moradias de tipologias T3 e T4.
As linhas arquitectónicas são simples e vigorosas, conjugando-se em harmonia com a paisagem envolvente da Vila», salienta a autarquia de Óbidos. Mas o que distingue esta urbanização de outras é o facto de ser pensada «com base numa construção sustentável, o que a torna excepcionalmente confortável e de utilização mais económica», refere o município. As moradias «conjugam princípios de arquitectura bioclimática, com eficácia energética, sendo mais amigas do ambiente», acrescenta a mesma fonte. A pensar na optimização energética, todas as casas têm aquecimento solar das águas sanitárias, torneiras misturadoras de água e ar para poupar água, cozinhas equipadas com electrodomésticos economizadores de energia e janelas com vidros duplos com caixilharia com isolamento térmico. Em algumas áreas das casas, «a utilização de coberturas ajardinadas proporcionam a máxima eficácia e economia de energia», continua.

Ter uma casa “verde” ajuda a poupar 80% na conta da energia

Casas sustentáveis, casas bioclimáticas, casas eficientes, casas verdes. Expressões que dizem o mesmo: uma habitação bem construída que utiliza materiais amigos do ambiente e da saúde, e que permite poupar 80% em energia. E nem por isso custa mais.Ana BaptistaDuas da tarde de um dia de muito calor. Lá fora 35 graus centígrados afastam as pessoas da rua. Dentro de casa está fresco.Pasme-se: não há ar condicionado nem uma ventoinha a funcionar. E também não estamos no Alentejo, numa casa de pedra antiga que isola o calor. Estamos em Sintra, junto à praia e rodeados pela serra. O clima é tudo menos estável: de dia pode estar muito calor e à noite muito frio. A casa parece normal, como qualquer outra, mas permite o conforto de nos afastar do calor abrasador do Verão sem ser preciso gastar dinheiro. Como? “Basta ter um bom isolamento térmico no exterior, ter janelas de uma dimensão adequada à orientação da casa, sombreamentos exteriores e - mais importante - estar orientada a Sul”, diz Lívia Tirone, arquitecta especializada em projectos sustentáveis e energeticamente eficientes. Em Portugal, a orientação de uma casa deve sempre ser a Sul: “Durante o Inverno o sol está baixo e entra na casa e aquece o interior, e no Verão está mais alto e não sobreaquece a casa.” Há mais de 20 anos que Lívia Tirone está envolvida na construção sustentável. Na prática, não é mais do que construir bem.“Uma casa em Portugal que precise de ar condicionado é porque foi mal construída”, diz. São já mais de 200 casas projectadas por esta arquitecta, além de edifícios de escritórios “amigos do ambiente”. E a verdade é que está tudo no desenho. Construir uma casa sustentável não precisa de materiais caros e impossíveis de encontrar; não precisa de mais tempo para se construir; e também não é mais cara ou sofisticada como ainda hoje se pensa. “Usamos os mesmo ingredientes, apenas os misturamos de uma outra forma”, explica Lívia Tirone. Casas que poupam energiaUma casa sustentável distingue-se mais pelo conforto do que pelo exterior. “A minha é normalíssima”, comenta António Matias Fernandes, 63 anos. Há 13 anos que mora numa casa sustentável, que lhe permite poupar 80% da energia consumida. “Durante o Inverno todo uso aquecimento duas ou três vezes”, conta. É o mais importante - poupança de energia. Numa altura em que se fala ininterruptamente de renováveis, de alternativas ao petróleo e ainda de poupança de energia a favor do ambiente e para evitar o aquecimento global, ter uma casa sustentável é um primeiro passo. Uma casa destas, no entanto, tem mais do que um bom isolamento ou uma boa orientação. Estes são apenas os princípios básicos. Em Óbidos, a Lena Construções está a desenvolver o projecto Casa dos Arcos, uma urbanização sustentável de 45 moradias de tipologias T3 e T4. Todas as casas vão ter aquecimento solar das águas sanitárias através de painéis colectores; pisos de laje ventilados para deixar sair o calor; isolamentos térmico e acústico; torneiras misturadoras com redutor de caudal, fazendo mistura de ar na água e reduzindo assim o consumo efectivo e, ainda, janelas com vidros duplos com caixilharia com isolamento térmico para não entrar calor. Além disso, os electrodomésticos serão economizadores de energia, usar-se-ão lâmpadas fluorescentes compactas e tintas ecológicas sem materiais nocivos ou tóxicos para melhorar a qualidade do ar interior. A grande novidade, contudo, está em algumas áreas das casas: têm coberturas ajardinadas, uma prática comum em alguns países da Europa, como a Noruega ou Espanha. E é usada em ambientes urbanos, ao contrário do que se podia esperar. A erva consome calor, tornando assim a casa mais fresca em dias quentes.“Escolhi viver numa casa sustentável de forma inconsciente. Quando a vi pela primeira vez, o que mais me chamou a atenção foi a vista, mas a experiência não podia estar a ser melhor”, conta António Matias Fernandes, proprietário de uma casa em Nafarros, perto de Sintra e de Colares. Na sala há uma janela grande, com três metros de comprimento e cinco de altura. “Tenho uma magnífica exposição ao sol e não preciso de ar condicionado”, repara. António Fernandes está rendido às maravilhas da sua casa sustentável. De tal forma, que, recentemente,quis reconstruir uma casa que já tinha, usando algumas das técnicas da construção bioclimática. Mas não foi assim tão fácil. “Não consegui aplicar tudo, porque não encontrei pessoas suficientes com sensibilidade para isso”, adianta. É um dos grandes problemas deste tipo de construção: o desconhecimento ainda é grande. Tanto do público como dos construtores, engenheiros e arquitectos. “Somos um país muito tradicionalista e estas medidas novas demoram a ser apreendidas e mais ainda a ser aceites”, comenta um agente do sector. O factor preço Um dos principais factores de desconfiança está relacionado com o preço. A maioria das pessoas ainda acredita que construir uma casa sustentável é mais caro. Não é bem assim. “Uma casa bioclimática custa mais 5% do que uma casa normal, mas o preço de venda apenas cresce uns 2%. O importante é que consigo reduzir os custos energéticos em 80%”, clarifica Lívia Tirone. Além disso, os custos adicionais são rapidamente recuperáveis. “Por norma, demora cerca de seis anos, mas se aplicarmos painéis fotovoltaicos o retorno já chega uns 12 anos depois”, explica Manuel Pinheiro, engenheiro do Instituto Superior Técnico.Produzir energia em casa é cada vez mais uma ambição, apesar de ainda ser dispendioso. Instalar painéis fotovoltaicos custa 20 mil euros e se for uma micro-eólica, o investimento ronda os sete mil. Manuel Pinheiro acredita que estes equipamentos são caros porque o processo ainda está no início. Este especialista está convencido que dentro de uns anos tudo estará mais generalizado e construir uma casa sustentável será visto como um processo frequente e comum. Para isso, vai ainda ser necessário aumentar a oferta de materiais mais amigos do ambiente. “Apesar de já haver uma gama significativa de materiais, ainda há muita falta de informação”, comenta Manuel Pinheiro, acrescentando: “Só não há oferta porque a procura ainda não justifica.” Actualmente usa-se muito na construção sustentável a pedra e o mármore, os vidros duplos, as caixilharias com isolamento e os produtos reutilizáveis. “Em vez de colarmos um rodapé à parede, podemos fixá-lo mecanicamente para que não se estrague e possa ser usado novamente”, esclarece Lívia Tirone. Usam-se ainda os isolamentos à base de ingredientes naturais, como os de celulose, comercializados, por exemplo, pela Bio Habitat, empresa portuguesa de materiais de construção naturais. Este isolamento de celulose é constituído por ingredientes semelhantes ao algodão e à lã. Além disso, falamos de materiais locais, mais baratos e fáceis

Energia solar é primeiro passo da construção sustentável


São Paulo - O engenheiro Racine Prado, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Laboratório de Sistemas Prediais, afirmou durante palestra sobre aquecimento de água por meio da energia solar que "este é o primeiro passo para se ter uma construção sustentável". Durante seminário realizado pela Orbi Projetos e Resultados, Prado disse que a energia solar "é a solução mais acessível, já que pode ser realizada em pequena escala e proporciona o retorno mais rápido, por utilizar tecnologia relativamente simples, se comparada com a fotovoltaica, a eólica e a biomassa", segundo sua assessoria.O custo médio para o investimento em uma casa com quatro pessoas é de R$ 2 mil. Mas o sistema possui rendimento entre 50% e 60%, o que exige auxílio de fonte complementar. A Lei 14.459, da cidade de São Paulo, estabelece que as novas edificações e as já existentes com mais de três banheiros têm de gerar no mínimo 40% de energia solar para o aquecimento de água sanitária e piscinas.O banho é responsável por um terço da energia elétrica consumida em uma residência. Um sistema misto, elétrico-solar torna possível obter até 80% da energia renovável e usar apenas 20% de energia elétrica.Prado disse que, em caso de prédios, a solução é instalar medidores de vazão, com coleta automática e individual dos dados de cada apartamento. No caso de recirculação de água, são necessários dois hidrômetros para registrar quanto entra e sai de água. Ele propõe, por isso, um rateio das despesas no condomínio para instalar o sistema.

Vila Olímpica de Pequim usará 20% de energia renovável, diz ONU


O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, informou que participará da abertura das Olimpíadas de Pequim, nesta sexta-feira, para promover proteção ambiental durante os jogos. Segundo o Pnuma, 20% de toda a energia consumida pela Vila Olímpica virão de fontes renováveis. "Os atletas contarão com instalações à base de energias eólica e solar", disse.
De acordo com o Pnuma, o governo chinês investiu cerca de US$ 17 bilhões, o equivalente a mais de R$ 25 bilhões, com melhorias no setor ambiental incluindo obras na rede de tranporte público em Pequim. Achim Steiner também deve visitar as novas linhas de metrô de Pequim e a chamada Muralha Solar, com mais de 2 mil m2 de painéis solares. Além de se encontrar com integrantes do governo chinês, Achim Steiner também deve participar da cerimônia de passagem da tocha olímpica, antes da abertura dos jogos." O Pnuma divulgará um relatório, antes do fim do ano, para avaliar as medidas de proteção ambiental implementadas pelos organizadores das Olimpíadas de Pequim.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

SOLARPROJECT - Novo projecto de Energias Alternativas para PORTUGAL






SOLARPROJECT é muito mais do que a marca identificadora de um grupo empresarial; é a resposta aos desafios lançados pelas exigências meio ambientais e de poupança energética.
Dedicados desde 2006 ao estudo do mercado europeu das energias renováveis, seu marco legislativo, a envolvente competitiva, o potencial económico e a receptividade social, chegou o momento para um modelo integral de gestão dirigido ao desenvolvimento da energia solar em Portugal através de uma rede de franquias comerciais e converter, através dela, o desejo geral de uma energia limpa e inesgotável numa realidade ao alcance de todos. A experiência e alta qualificação dos nossos profissionais em mercados maduros como o espanhol, apoiados numa estrutura técnica sólida convertem a SOLARPROJECT numa opção de confiança.



sexta-feira, 11 de abril de 2008

O QUE É A CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL ?


É uma Construção que procura responder às necessidades actuais minorando os impactos ambientais.
Suponha então que um dono de obra lhe dizia:....
Snr. Projectista queria que me projectasse um edifício sustentavél !
O que fazia?
VIDA DAS CONSTRUÇÕES
As fases da vida de uma construção:
- Projecto..............2 meses;
- Construção...........2 anos;
- Vida Útil...............50 anos;
- Demolição.............6 meses.
1º OBJECTIVO:
Aumentar o ciclo de vida das construções
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais;
- Diminuição dos impactes na natureza.
Como Aumentar o Ciclo de Vida de 50 para 100 anos?
- Projecto..............Projecto com Durabilidade;
- Construção...........Construção com Qualidade;
- Vida Útil...............Sistema de Gestão da Manutenção;
- Demolição.
A INTERACÇÃO COM AMBIENTE
- Projecto..............Prescrição de Materiais Naturais
- Construção...........Utilização de Materiais Naturais
- Vida Útil...............Energia, Água, Resíduos
- Demolição............Depósito
2º OBJECTIVO:
Reduzir os Materiais Novos nas Novas Construções
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais naturais;
- Diminuição dos impactes na natureza;
3º OBJECTIVO:
Reduzir os gastos de energia de habitabilidade.
Resultados:
- Diminuição dos gastos de combustíveis;
- Diminuição dos impactes na natureza.
4º OBJECTIVO:
Reduzir os gastos de água de habitabilidade.
Resultados:
- Diminuição dos gastos de combustíveis;
- Diminuição dos impactes na natureza.
Aproveitamento da Águas das Chuvas
5º OBJECTIVO:
Reduzir os consumos associados aos produtos industriais.
Resultados:
- Diminuição do consumo de materiais;
- Diminuição dos impactes na natureza.
6º OBJECTIVO:
Recuperar os impactes na natureza.
Resultados:
- Diminuição dos impactes na natureza.

Envio para pedreiras desactivas
CONCLUSÕES
Projectar com sustentabilidade é integrar no projecto um conjunto de aspectos relativos:
1. Durabilidade;
2. Utilização de Materiais Reutilizáveis em vez de Naturais;
3. Economia de Energia, Água e Materiais;
4. Prevêr a Reciclagem no fim da vida.

SANYO - Exemplo

O SANYO ELECTRIC GROUP procurou mostrar ao mundo a importância de uma energia limpa através do arco solar. As receitas revertem directamente para a Fundação SANYO Eco-pension criada em Abril de 2002. Esta fundação tem como principal objectivo financiar actividades que visem preservar o ambiente. Com o Laboratório Solar a SANYO irá trabalhar no sentido de consciencializar dos problemas do ambiente e das questões ligadas à energia solar através do desenvolvimento de várias actividades.Toda a estrutura tem uma altura de 31.6 metros e um comprimento de 315 metros com um peso de 3.000 toneladas. O número de baterias solares nele instalados ronda as 5.046 unidades e gera o máximo de 630 kW de energia. Os números de energia gerada por ano são de 530.000 kW, o que equivale uma poupança de 128.610 litros de petróleo por ano.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CASA DO CAMPO - Concepção e Desenvolvimento


Principios da Concepção:

Orientação solar cuidada, em termos térmicos.
Utilização de elemento arquitectónicos bioclimáticos enquadrados na região.
Reutilização dos resíduos.
Colectores solares para aquecimento das águas.
Painéis foto voltaicos, para iluminação exterior e de segurança.
Circuito continuo da água quente.
Aproveitamento da água pluvial para rega.
Torneiras de fluxo reduzido.
Autoclismos com dupla descarga.
Madeiras, pedras e cerâmicos de origem certificada.
Materiais ecológicos, como tintas e vernizes e de revestimento.
Paredes em tijolo de argila térmica.
Isolamento térmico pelo exterior com capoto.
Caixilharia isolante com vidro térmico.
Paredes interiores com elementos de dilatação e de corte acústico.
Eficiente Isolamento térmico da laje de cobertura.
Janelas basculantes, para ventilação natural.
Sistema de ventilação natural com princípios geotérmicos.
Protecção de incidência solar nas janelas.
Lareira com recuperador e aproveitamento do ar quente.
Circuito para Aquecimento de baixo consumo.
Alarme e sistema de domótica de segurança e conforto.
Iluminação através de lâmpadas economizadoras.
Electrodomésticos de Classe A.
Ecoponto para resíduos domésticos.


Objectivos:

Enquadrar perfeitamente a habitação no ambiente BIO, em que está localizada.
Reduzir ao máximo os consumos de água e de electricidade.
Conseguir a temperatura interior, entre os 20º e os 27º, sem recurso a meios auxiliares.
Permitir gestão do conforto e segurança da habitação á distância.


CASA DO CAMPO - Chavião - Castanheira - Paredes de Coura



Paisagem Protegida de Corno do Bico



A área de Paisagem Protegida do Corno do Bico é um pequeno santuário natural, situado no limite administrativo sudoeste do concelho de Paredes de Coura, ondeconfronta com Arcos de Valdevez e Ponte de Lima.


A área de paisagem protegida, integrada na Rede Natura 2000, engloba cinco freguesias- Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões -, perfazendo 2175 hectares, dos quais cerca de um quarto são matas formadas por carvalho-alvarinho (Quercus robur) e umagrande variedade de espécies de arbustos.Toda a área envolvente é essencialmente montanhosa, oferecendo uma paisagemdeslumbrante, na qual sobressaem os picos dos montes mais elevados como: Sra. da Pena (735m), Alto do Castro (751m), Riomau (802m), Alto do Cabeço (831m) e do Corno do Bico (833m). No topo destes montes podem ser vistos enormes blocosde granito, de forma arredondada, isolados ou em formações "caóticas" de granito, uma caraterística dos distintiva dos montes da região.

Localização da primeira construção da BIOCASA






video


A primeira construção da BIOCASA, vai nascer neste local.

Denominado lugar do Campo, freguesia de Castanheira,


a escassos 3 Km de Paredes de Coura e de Cono do Bico, paisagem protegida.











sábado, 5 de abril de 2008

BIOCASA

Surge sedeada em GULPILHARES, Vila Nova de Gaia, sendo a sua denominação completa, BIOCASA, Promoção Imobiliária, Lda.

É criada por António Maia e Elisabete Maia, cujas experiências no sector da construção ultrapassam já os 20 anos, com valências na área de Engenharia e Gestão.

A BIOCASA, pretende promover produtos com elevados padrões de exigência e qualidade, assentes em pricipios de Arquitectura Bioclimática e técnicas de construção Sustentável.

Após uma fase de análise de mercado, a BIOCASA tem por objectivo tornar-se um dos principais intervenientes do mercado do imobiliário de segunda habitação no Alto Minho, essencialmente na área de habitação unifamiliar de qualidade.
Pretende conquistar o sucesso empresarial através da excelente relação qualidade/preço, bem como o acompanhamento personalizado que procura prestar desde o primeiro momento aos seus clientes.

A BIOCASA orientam-se no sentido de constituir uma empresa de referência no seu sector de actividade, competitiva, com colaboradores motivados e apresentando no mercado produtos e serviços com elevados padrões de Qualidade e SEMPRE amigos do ambiente.

Investimento Socialmente Responsável

Ao participar na realização de edifícios com um excelente desempenho energético-ambiental, está-se a preencher uma função de responsabilidade social perante a comunidade de hoje e as gerações de amanhã.
Ao participar na realização de edifícios com um excelente desempenho energético-ambiental, independentemente do respectivo papel que se desempenha no processo (promotor, projectista, investidor, empreiteiro geral, utilizador final…), está-se a preencher uma função de responsabilidade social perante a comunidade.
A mudança de posicionamento proposta à banca pelo Engenheiro Carlos Pimenta, já no início dos anos 90, é da sua co-responsabilização pelos impactos ambientais dos projectos que financia ainda não se instituiu, apesar das pressões exercidas neste sentido também pelas organizações não governamentais. Enquanto as seguradoras assumem os custos relacionados com os desastres ambientais e as respectivas causas não são diagnosticadas e integradas no processo de concessão de crédito numa óptica da prevenção, continuam a ser concedidos créditos a projectos que não só não contribuem para aumentar a qualidade de vida das comunidades como provavelmente a reduzem.
Um investimento socialmente responsável promove a sustentabilidade do planeta.
Todo o dinheiro que investimos deve trabalhar no sentido de melhorar as práticas vigentes e de contribuir para o bom funcionamento da nossa sociedade e para o bom equilíbrio do nosso planeta.
Quando temos dinheiro disponível para investir (resultado de esforços e poupanças de muitos anos) no que não precisamos para a nossa sobrevivência e para as despesas quotidianas aprendemos que é rentável investi-lo – se o confiarmos ao nosso gestor de conta no banco ou a outros profissionais da área financeira.
A consciencialização das pessoas quanto às disfunções ambientais do planeta, que resultam directamente das actividades humanas, dá relevância à dimensão da responsabilidade social associada aos nossos investimentos (pois a decisão de ‘onde’ é que o nosso dinheiro é investido permanece nossa!). Neste sentido, importa, em primeiro lugar, escolher onde é, efectivamente, relevante investir, porque existem diversos fundos “verdes”, nos quais o retorno do nosso investimento nem é inferior a outros, convencionais, mas através dos quais estaremos a contribuir para melhorar o desempenho do planeta.
O Professor Klas Tham refere que quando um empreendimento consegue superar (mesmo que em pouco) as expectativas que os seus utilizadores têm em termos da sua qualidade (linha crítica), esse empreendimento será bem tratado pelas pessoas que o utilizam, porque se identificam com ele. Quando o empreendimento não consegue alcançar o nível de qualidade (mesmo que por pouco) que os utilizadores esperam, então irá sistematicamente degradar-se, porque não se identificando com o mesmo, os seus utilizadores não se sentirão estimulados a mantê-lo. Assim, será necessário ao longo do tempo investir tantas vezes, até se superar o nível de qualidade esperado.
A razão pela qual nem sempre o custo do ciclo de vida é contemplado de forma integrada pelo promotor imobiliário é porque os custos de requalificação, manutenção e operação acontecem depois de terem sido alienadas todas as fracções autónomas. Se o promotor imobiliário optar por ser solidário com o ciclo de vida do empreendimento, poderá, sem quase agravar os seus custos de construção, criar contextos que se valorizam e que contribuem para o bom desenvolvimento da comunidade.

Sistemas Energéticos


Os consumos de energia em edifícios e os custos de operação e de manutenção, resultam do correcto dimensionamento e da adequada especificação dos sistemas energéticos, tirando o máximo partido do desempenho passivo do edifício.
Os sistemas energéticos, que se encontram integrados nos edifícios para aumentar o conforto e as funções disponibilizados aos moradores, são a outra componente que determina (positiva ou negativamente) as emissões de CO2 para a atmosfera, a qualidade do ar interior e, por consequência, a saúde dos seus utilizadores. Os consumos de energia em edifícios, bem como os respectivos custos de operação e de manutenção, resultam também do correcto dimensionamento e da especificação dos sistemas energéticos, pelo que se torna relevante a forma como os sistemas tiram o melhor partido do desempenho passivo do edifício no qual se integram. Hoje é possível optimizar o desempenho energético-ambiental dos sistemas energéticos através do seu correcto dimensionamento e da integração dos sistemas disponíveis de gestão de energia.
Enquanto no clima mediterrânico, em edifícios destinados ao uso habitacional (sempre que integrem as medidas da construção sustentável) não se justifica a dependência de sistemas para o arrefecimento, é importante que, para alcançar o grau de conforto desejado, haja a hipótese de os aquecer no Inverno.
Ao observarmos o comportamento de edifícios construídos de forma convencional, mesmo que possuam sistemas de aquecimento, verificamos que se mantêm extremamente desconfortáveis no Inverno, devido ao facto deste tipo de construção ser muito pouco adequada ao clima local.
Em edifícios habitacionais em que estão incorporadas as melhores tecnologias disponíveis da construção sustentável (o isolamento térmico adequado, a inércia térmica e a ventilação natural…), o contributo da frescura necessária para alcançar conforto, nos períodos em que as temperaturas são mais elevadas, surge sem recorrer a sistemas de arrefecimento que dependem do consumo de energias convencionais. Quando um edifício destinado ao uso habitacional necessita de sistemas de arrefecimento, demonstra um sintoma de falha na sua concepção e/ou execução.
SISTEMAS DE AQUECIMENTO CENTRALNum edifício com um excelente desempenho energético-ambiental, esta necessidade é consideravelmente reduzida, existindo muitas habitações em edifícios bioclimáticos que nunca activaram os seus sistemas de aquecimento (mesmo quando pré-instalados), beneficiando, contudo, durante todo o ano de temperaturas confortáveis e estáveis (entre os 20 e os 28ºC).
Os sistemas de aquecimento central devem ser adequadamente dimensionados e correctamente executados – e é sob este ponto de vista que os sistemas precisam de ser concebidos e instalados por entidades com o “know how” e com os meios correctos – tanto as entidades responsáveis pelos projectos como as responsáveis pela execução. Em edifícios reabilitados, destinados ao uso habitacional, poderá haver condicionantes que, por não facilitarem a implementação de algumas medidas passivas, obrigam a um maior consumo de energia. Analisadas individualmente, poderão ser compensadas por outras medidas mais activas sem que fiquem a depender do consumo de energias convencionais.
Um factor que aumenta a eficiência dos sistemas de energia é a sua centralização, à escala de um edifício singular ou de uma zona compacta da cidade. Em edifícios de habitação é muito benéfico, sob a perspectiva energético-ambiental, criar-se um sistema centralizado para o aquecimento das águas quentes sanitárias e para o aquecimento central. A energia necessária para fornecer, a todos os utilizadores no edifício, o serviço de água quente sanitária e de aquecimento central será consideravelmente inferior à necessária quando os sistemas são individuais, por habitação. Outro benefício da centralização dos sistemas energéticos nos edifícios é a possibilidade de se eliminar o gás do interior da habitação, o que contribui consideravelmente para o aumento da qualidade do ar. Sistemas centralizados tornam-se ainda mais atractivos, do ponto de vista energético-ambiental, quando são associados a sistemas solares térmicos e dão prioridade ao contributo das energias renováveis.
Existe a possibilidade de conceder a gestão destes sistemas centralizados a entidades com competência para a sua gestão e manutenção técnica permanente, para não sobrecarregar os gestores temporários de condomínios.
É muito importante para o utilizador, que os consumos do edifício se tornem perceptíveis, podendo utilizar, para tal, diversos meios sobretudo para aqueles consumos que o utilizador final poderá reduzir. Assim, a indicação na factura relativa ao serviço energético da média de consumo e um “display” (em tempo real) dos consumos do edifício podem contribuir para que as práticas dos utilizadores se tornem cada vez melhores.

Brise Soleil - Eficiência térmica de janelas


Certificação Energética

Escrito por Livia Tirone

A Certificação Energética dos edifícios está integrada num sistema nacional obrigatório que resulta da transposição de uma Directiva Europeia. Ao quantificar e tornar visível o desempenho energético-ambiental dos edifícios, o utilizador final tem o poder de escolher a qualidade de vida que pretende.
A Certificação Energética dos edifícios é uma medida promovida pela Comissão Europeia com o objectivo de motivar a mudança de práticas no sector da construção na Europa, aumentando a informação que se encontra ao dispor do utilizador final e assim também o seu poder de escolha.
Com a publicação da directiva 2002/91/CE, a Comissão Europeia mandata os Estados Membros a aplicar o sistema de certificação energética aos seus edifícios. O objectivo desta directiva é a promoção da melhoria do desempenho energético dos edifícios na Comunidade Europeia, tendo em conta as condições climáticas externas e as condições locais, bem como as exigências em matéria de clima interior e de rentabilidade económica. Através da directiva são estabelecidos requisitos em matéria de:
Enquadramento geral para uma metodologia de cálculo do desempenho energético integrado dos edifícios;
Aplicação de requisitos mínimos para o desempenho energético dos novos edifícios;
Aplicação de requisitos mínimos para o desempenho energético dos grandes edifícios existentes sujeitos a importantes obras de renovação;
Certificação energética dos edifícios;
Inspecção regular de caldeiras e instalações de ar condicionado nos edifícios.
Em que casos se aplica a obrigatoriedade do Sistema Nacional de Certificação Energética? A partir de 1 de Julho de 2007, todos os edifícios novos de habitação e as grandes reabilitações (> 25% custo edifício s/terreno), com áreas superiores a 1.000 m2, devem apresentar, no acto dos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação, o documento de certificação energética.
A partir de 1 de Julho de 2008 todos os edifícios novos de habitação e as grandes reabilitações, independentemente da sua área ou finalidade, devem apresentar, no acto dos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação, o documento de certificação energética.
A partir de partir de 1 de Janeiro de 2009 estão abrangidos todos os edifícios pelo Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar.
O certificado energético deve ser apresentado pelo proprietário ao potencial comprador, locatário ou arrendatário, aquando da celebração de contratos de venda e/ou de locação, incluindo o arrendamento.
A Directiva da Certificação Energética foi transposta em Portugal, integrando um conjunto de três diplomas que contemplam alterações legislativas importantes que terão implicações nas práticas comuns de projectar e de construir edifícios:
D.L. n.º 78/2006 – Criação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios;
D.L. n.º 79/2006 – Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização dos Edifícios (RSECE) que se aplica a grandes edifícios de serviços ou a pequenos edifícios de serviços ou de habitação que disponham de sistemas de climatização;
D.L. n.º 80/2006 – Regulamento das Características do Comportamento Térmico de Edifícios (RCCTE) que se aplica a edifícios de habitação ou a pequenos edifícios de serviços sem sistemas de climatização.
Os novos regulamentos que definem o desempenho energético-ambiental dos edifícios, englobando a certificação energética dos mesmos, constituem, para o mercado, uma excelente oportunidade de intervenção no meio edificado, porque englobam, de forma transversal, a melhoria do desempenho energético dos edifícios. A certificação energética é uma medida política extremamente inteligente porque proporciona, para quem tem o poder de escolha, de forma didáctica e transparente, o acesso à informação relevante. É o utilizador final que escolhe onde quer habitar e, por isso, é ele quem tem o poder de direccionar a economia, e quem está mais motivado para o fazer, porque os principais benefícios de todas as medidas que resultam na melhoria do desempenho energético-ambiental dos edifícios revertem a seu favor: o conforto, a salubridade e a redução da factura energética.
Todos os novos edifícios ou grandes reabilitações passam a ser obrigados a possuir um certificado energético onde o edifício ou fracção é classificado em termos de classe de desempenho energético, também designada por etiqueta de eficiência energética, variando entre A+ (alta eficiência) e G (baixa eficiência). Os novos edifícios passam, assim, a ter a obrigatoriedade de se situarem energeticamente nas classes de desempenho mais eficientes. Os certificados posteriores a 2009 passam a ser igualmente obrigatórios para qualquer imóvel ou fracção objecto de transacção, para arrendamento ou venda.
No certificado energético aparece claramente indicado, para além da referida classe de desempenho energético, o nível de emissões de CO2 equivalente, o que permite ao utilizador final comparar este com outros edifícios, aquando da compra ou aluguer de um imóvel, permitindo, desta forma, aferir a qualidade do mesmo no que diz respeito à eficiência energética, emissões e qualidade do ar interior. No mesmo certificado aparece também o elenco das medidas que poderão ser implementadas para melhorar o desempenho energético do edifício, cada qual associada a um custo aproximado de realização.
Em Portugal foi possível reunir as condições para tornar obrigatória a instalação de sistemas solares térmicos em edifícios novos de uso habitacional, com base no facto do investimento necessário ter um período de retorno curto e do país ser extremamente rico em horas de sol – podendo satisfazer em 70% as necessidades de aquecimento das águas quentes domésticas com, em média, 1m2 de área de colector por habitante.
O facto do sistema de certificação energética dos edifícios partir de uma abordagem baseada no desempenho, e não de uma abordagem prescritiva, foi outra decisão estratégica que favoreceu o sucesso e a aceitação desta directiva no meio profissional, porque qualquer arquitecto ou engenheiro encara uma medida prescritiva como limitadora da sua criatividade.
Em Portugal, a Agência para a Energia (ADENE) é a entidade gestora do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.
A ADENE desenvolve e gere o portal informático da certificação, coordenando a formação dos Peritos Qualificados que irão emitir os certificados. Promove campanhas de informação e comunicação e fiscaliza a boa implementação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.

Conforto Térmico

O conforto térmico é uma condição importante para o nosso bem estar e para a nossa saúde.
Quando estamos a trabalhar, mesmo que no nosso SOHO em casa, precisamos de nos sentir confortáveis, porque qualquer desconforto significa distracção que nos interrompe os raciocínios em termos do trabalho.
O desconforto também é um indicador de saúde, porque é o primeiro sintoma que nos alerta para o facto que as condições em que nos encontramos não são adequadas ao que precisamos, e que por isso convém actuar (fechar janela, abrir janela…) para criar condições mais confortáveis.
Os mais puristas entre nós também podem dizer que o conforto não é estimulante e portanto nos torna menos criativos… mas a realidade no nosso país, em que as casas se comportam muito pior do que o clima, é pouco favorável à concentração, e sem termos as condições para dar o nosso melhor ao trabalho que temos em mãos, certamente que não o conseguiremos. Portanto, quanto à produtividade, não há dúvidas que o conforto é uma pré-condição essencial.
Para podermos viver em paz com a nossa família, o conforto também é importante, mas é claro que se chegamos a casa depois de um dia de trabalho frustrante (ou de uma viagem de carro que sabemos que poderia ter demorado 10 minutos mas que demorou 1 hora) essa frustração se sobrepõe até ao fantástico conforto térmico que nos é oferecido em casas bioclimáticas ou sustentáveis…

Uso Eficiente da Água e Águas Recicladas

Aumentar a Qualidade da Procura da Água (Desmaterialização - eficiência no uso): No âmbito da água potável, o estímulo atrás referido com a demonstração do desempenho, funcionará de forma similar (não existindo contadores bi-horários) porque são os dispositivos, os equipamentos e o comportamento individual dos utilizadores que podem ter o maior impacto sobre a eficiência do uso. Dado que as torneiras permitem fechar a água facilmente (torneiras com mono comando), enquanto se lavam os dentes, a água apenas é necessária enquanto se lava a escova e não enquanto se escovam os dentes. Todas as torneiras de lavatórios e bidés e os chuveiros terão incorporados redutores de fluxo da água, sem diminuir o conforto desejado na utilização da água.
Os electrodomésticos a adquirir (seja pelo promotor seja pelo utilizador) deverão ser da classe mais alta possível, do ponto de vista do seu consumo energético (A) e do seu consumo de água.
É importante a implementação de um sistema de contagem das águas potáveis da rede e das águas recicladas, por telemetria, sendo todos os contadores de telemetria colocados no piso de cada fracção que as utiliza (eliminando a tradicional bateria de contadores no piso de entrada) e de um sistema de monitorização contínua, com 'display' dinâmico, em tempo real e didáctico.

Optimizacao da Orientacao Solar

As vantagens da orientação a Sul prendem-se com o facto do ângulo do meio dia solar de Inverno ser consideravelmente inferior (28º) ao ângulo solar do meio dia solar de Verão (75º). Por consequência desta característica sazonal, o sol de Inverno consegue penetrar em profundidade nos espaços com janelas orientadas a Sul, que o sol de Verão não consegue dado o seu ângulo solar íngreme. Desta forma, as janelas de um alçado Sul conseguem proporcionar ao interior do edifício um acréscimo de conforto térmico tanto no Inverno, quando o calor do sol é bem vindo, como no Verão, quando os ganhos solares nem são desejados nem necessários. Esta medida tem um potencial de melhorar em, aproximadamente, 30% o comportamento energético-ambiental dos edifícios com respeito ao conforto térmico e às necessidades energéticas para o alcançar. Trata-se de uma medida que é condicionada pelos instrumentos de planeamento urbano, sendo que estes definem a orientação dos edifícios.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Obra sustentável - Principios







Há nove passos principais para uma construção sustentável, que podem ser listados da seguinte maneira:



1. Planeamento Sustentável da Obra
2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
3. Eficiência energética
4. Gestão e economia da água
5. Gestão dos resíduos na edificação
6. Qualidade do ar e do ambiente interior
7. Conforto termo-acústico
8. Uso racional de materiais
9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis



1. Planeamento Sustentável
Objetivos: Planejamento Sustentável é a mais importante etapa da obra amiga do meio ambiente. A partir dele serão decididas todas as intervenções que poderão integrar a obra ao meio ambiente ou resultar em danos em curto, médio e longo prazos. Pontos trabalhados: Análise da obra, do local e das informações pertinentes; Aplicação da Análise de Ciclo de Vida para determinação das diretrizes de projeto e escolha de materiais e tecnologias; Estudos de solo; Recomendações de projeto e intervenções; Recomendação de materiais e tecnologias; Projeto de arquitetura e paisagismo sustentável; Planejamento geral e sustentável; Estudos de consumo de materiais e energia da edificação; Planejamento da logística de materiais e recursos em geral.



2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
Objetivos: Aproveitar os recursos naturais que atuam diretamente sobre a obra -como sol, vento, vegetação-, para obter iluminação, conforto termo-acústico e climatização naturais.



3. Eficiência energética
Objetivos: conservação e economia de energia; geração da própria energia consumida por fontes renováveis; controle de emissões eletromagnéticas; controle do calor gerado no ambiente construído e no entorno.



4. Gestão e economia da água
Objetivos: Reduzir e controlar o consumo de água fornecido pela concessionária ou obtido junto a fontes naturais (poços, poços artesianos, nascentes, outros); não contaminar a água e corpos receptores; aproveitar as fontes disponíveis; tratar águas cinzas e negras e reaproveitá-las na edificação; reduzir necessidade de tratamento de efluentes pelo poder público; aproveitar parte da água pluvial disponível.



5. Gestão dos resíduos na edificação
Objetivos: Criar área para disposição dos resíduos gerados pelos próprios moradores/usuários; reduzir geração de resíduos; reduzir emissão de resíduos orgânicos para processamento pelo Poder Público ou concessionárias; incentivar a reciclagem de resíduos secos ou úmidos.



6. Qualidade do ar e do ambiente interior
Objetivos: Criar um ambiente interior e exterior à obra saudável a todos os seres vivos; identificar poluentes internos na edificação (água, ar, temperatura, umidade, materiais); evitar ou controlar sua entrada e atuação nociva sobre a saúde e bem–estar dos indivíduos.



7. Conforto termo-acústico
Objetivos: Promover sensação de bem-estar físico e psíquico quanto a temperatura e sonoridade, através de recursos naturais, elementos de projeto, elementos de vedação, paisagismo, climatização e dispositivos eletrônicos e artificiais de baixo impacto ambiental



8. Uso Racional de Materiais
Objetivos: Racionalizar o uso de materiais de construção tradicionais e prevenir o uso de produtos cuja fabricação e uso acarretem problemas ao meio ambiente ou que são suspeitos de afetar a saúde humana



9. Uso de Produtos e Tecnologias ambientalmente amigáveis
Objetivos: Prever na obra uso máximo de produtos e tecnologias amigas do meio ambiente que atendam os seguintes pontos:



Ecologia – Coletar dados que comprovem o desempenho sustentável dos processos construtivos, produtos e tecnologias recomendados, do ponto de vista da gestão e uso de matérias-primas e insumos básicos; energia; água; emissão de poluentes; normatização; cumprimento das leis vigentes; embalagem; transportes (logística); potencial de reuso e/ou reciclagem.



Economia - Recomendar ecoprodutos e tecnologias sustentáveis adequados à realidade financeira e capacidade de investimento do cliente, com prazo e taxas de retorno definidos






Saúde - Avaliar a biocompatibilidade e sanidade dos produtos recomendados com o ser humano e organismos vivos em geral, com o objetivo de gerar um ambiente saudável e de elevada qualidade para seus ocupantes e vizinhança;



Responsabilidade social - Recomendar o uso de materiais que atendam às normas brasileiras e internacionais de qualidade e padronização, cuja fabricação contribua para inserção da população desfavorecida no mercado de trabalho e consumo, bem como para fixação do homem na sua região de origem.

O que é a Contrução Sustentável?


O conceito de construção sustentável ainda se apresenta em debate. Uma das definições possiveis para construção sustentável é dada através dos possíveis papeis que um edifício possa ter. Pode-se deste modo dividir em três níveis para definir um edifício sustentável: Sustentabilidade ambiental é compreendida como a protecção dos recursos e ecossistemas que podem ser analisados de forma quantitativa em relação a massa e energia consumidas por unidade de tempo e espaço. Sustentabilidade económica pode ser dividida em investimento e custos de utilização. Em vez de minimizar os custos de investimento através de aplicação de materiais e processos construtivos de mais baixo custo, dá-se preferência a opções de investimento que se traduzam numa optimização da durabilidade e da requalificação. Esse tipo de soluções que permitem a reabilitação e a utilização das mais variadas formas, apresentam os valores de produtividade mais elevados a longo prazo. Edifícios com consumos mais reduzidos de energia e com maior facilidade de gerir e manter, regra geral apresentam custos de utilização mais baixos. E for fim, define os aspectos sociais e culturais da sustentabilidade que incluem o conforto, a saúde e a preservação dos valores, que serão as principais motivações que levam à conservação e reabilitação.

Construção Sustentável


“Nos países desenvolvidos é possível poupar energia melhorando o isolamento das casas, o modo de cozinhar, de aquecer o ambiente, iluminar e electrificar. Uma experiência realizada na Tailândia no início dos anos 90 dá-nos um exemplo:

Dado o aumento anual no consumo de electricidade em 14%, o Governo Tailandês iniciou uma parceria com os industriais do seu país para melhorar a eficiência dos edifícios ao nível da iluminação e sistemas de refrigeração (ar condicionado, frigorífico, etc.). Em 2000 a Tailândia tinha reduzido o consumo de energia e os níveis de CO2 para mais de 200%.

Também é possível poupar energia fazendo melhorias no design e construção dos edifícios. De acordo com o analista Donald Aitken: “os edifícios continuam a ser um dos factores menos considerados para a poupança energética, e uma das oportunidades menos exploradas para o melhoramento da eficiência”. Porque muitos edifícios são habitados entre, pelo menos, 50-100 anos, e alguns são habitados durante séculos, é essencial construi-los bem desde o início. Mesmo em climas frios é possível reduzir a necessidade de aquecimento dos edifícios em 90%, combinando o design com materiais eficientes.

Os edifícios do Estado da Califórnia são até hoje mais eficientes que a média dos edifícios dos restantes estados dos EUA porque a legislação é revista e actualizada regularmente, de acordo com as tecnologias correntes. Prova disto é que o consumo per capita de electricidade duplicou nos últimos 30 anos nos restantes estados dos EUA, mas na Califórnia manteve-se constante.


Em todo o mundo estão a erguer-se edifícios verdes que incluem sistemas de poupança de energia, tais como sistemas de arrefecimento naturais, janelas com performances superiores, isolamentos térmicos de qualidade superior e painéis fotovoltaicos”